segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ERA UMA VEZ UM TERREIRO DE CANDOMBLÉ...

Na eterna busca pelo novo e experiências inusitadas, o Vamos de Rock enviou uma equipe a um terreiro de candomblé nesta segunda-feira, dia 5. Como o culto acontece somente à noite, explica-se a demora do post diário. O editor-chefe deste espaço foi acompanhando de uma jovem repórter sedenta por notícias do além. Como de praxe, para nunca serem reconhecidos, os nomes dos integrantes da equipe não são revelados. 

Ao chegarem ao recinto, ambos se encontravam trêmulos e com muitos calafrios. Principalmente a garota que entre um minuto e outro soltava um gritinho de “mamãe me socorre”. Ela estava com mais medo das entidades do que de barata. Mas, apesar dos inúmeros arrepios seguiram em frente em prol da matéria.

No terreiro existiam imagens dos santos cultuados pelos seguidores da religião. Entre os mais conhecidos, de uma forma geral, como Ogum, Oxum e Iemanjá, destaque para o quadro muito sombrio de Omolu. Em todas as religiões de matriz africana, este é considerado o Orixá da Morte. E esta informação pode causar transtornos de pânico em pessoas afobadas, desinformadas e medrosas. 

Após se acomodarem nos acentos, ambos desbravadores da notícia assistiram o ritual. O cenário apresentava velas acesas, copos com água (ou pinga) e uma taça de vinho. Nele também figuravam pessoas com roupas brancas que não paravam de tocar tambores e cantarolar letras que certamente se referem aos negros escravos. Letras tristes e com um ritmo alegre. De repente, todas as luzes se apagam. Bam (ecoa longe)!! A garota solta um grito histérico e as entidades tomam o corpo dos pais de santo. E nada de mal acontece.

Aos poucos, o casal de repórteres foi se adaptando e descobrindo que o Candomblé de mau não tem nada. E após apurarem os fatos descobriram muita coisa legal sobre a religião. Mas, o que essa história tem a ver com o Rock? A famosa canção dos Rolling Stones, Sympathy For The Devil, foi composta por Mick Jagger após fazer uma visita a um terreiro de Candomblé na Bahia. E ainda, o som dos batuques que criam o clima de misticismo na música foi uma sugestão de Keith Richards. Ambos foram possuídos pela beleza dessa religião.


É hora de curtir, baby. Acenda um charuto e abra a garrafa de uísque (ou pinga mesmo). 


2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. A equipe do Vamos de Rock visitou sim um terreiro de Candomblé nesta noite, Thais. Acredito que você deva passar por uma experiência dessa pelo menos uma vez na sua vida. Vai ser muito legal, muito Rock n' Roll!!!

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