sexta-feira, 4 de maio de 2012

ROCK LIGHT DESPLUGADO

Quando uma banda passa por um período de criação tenso e precisa levantar uma grana, a solução é o tal do acústico. Sério, existe coisa mais chata que um álbum de arranjos sendo que o legal da parada é a sujeira do Rock? Se tem coisa mais batida e sem graça que o acústico, ninguém merece conhecer.


Aqui no Brasil, várias foram as bandas que utilizaram deste recurso. A lista é grande: Kid Abelha, Charlie Brown Jr., Ultraje a Rigor, Engenheiros do Hawaii, Ira!, Capital Inicial, Legião Urbana, Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso, Rita Lee, Titãs (não satisfeitos, fizeram logo dois acústicos), entre outros...


Os gringos também gostam de desplugar as guitarras. O MTV Unplugged da Nirvana é o maior exemplo da falta de bom senso rocker que se pode ter. Dos berros e distorções que só o pessoal do Kurt sabia fazer, passamos para os moços comportados e a falta de emoção dos acordes sem o poder da guitarra. Ainda bem que não gravaram Rape-me e Aneurysm nesse álbum. Não quero nem imaginar como seriam as versões. #lixo


Por mais que o acústico, para o Rock, seja uma merda nunca vai acabar. Até mesmo pelo fato de pouquissímas pessoas não gostarem desse artifício. A maioria do público curte e isso enche o bolso dos artistas. É claro.


Para quem gosta, no próximo dia 10, o loucão Arnaldo Antunes lança um acústico em comemoração aos seus 30 anos de carreira. O cara nunca apresentou nada de interessante na carreira, não vai ser num acústico que irá se redimir. O Vamos de Rock não tem a informação de quais músicas Antunes selecionou para o seu próximo álbum, mas já pensaram em escutar Armazém numa versão acústica? Qlq um pula da ponte em busca de adrenalina.


Enfim, segue O Pulso para cortamos.


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