sábado, 10 de março de 2012

9 PERGUNTAS PARA... WOODY MAFÚ

Salve, Rockers! o/


Durante a semana, recebi várias mensagens da galera que acompanha o Vamos de Rock sobre a entrevista de hoje. E todas foram positivas. Isso mostra o carisma desse cara gente boa, maluco e muito talentoso. Troquei uma ideia cabulosa com o Woody (vocalista da Mafú), que ilustra o 9 PERGUNTAS PARA... deste sábadão!!


Agora é ler, curtir e delirar!! Saca o lance:




Vamos de Rock - Aposto que ninguém sabe o seu verdadeiro nome. Pode contar?


Woody - Posso sim, claro. Meu verdadeiro nome é William, minha mãe sempre foi fã da Princesa Diana (risos). Ganhei o apelido de Woody, era tipo um "bullyng do bem" (risos), porque me achavam parecido com o Woody Allen nos tempos de colegial. Tal alcunha não desgrudou de mim até hoje. 


VR - Você apareceu com um novo visual, de cabelo azul. E a Mafú, quais são as novidades da banda?


W - Desde moleque, eu sempre gostei de mudar o visual. Há uns quatro anos, quando fiz o "moicano dread" a galera gostou e acabou que direcionou, digamos assim, uma identidade visual pra mim. Desde então vou jogando cores pra variar. É divertido e eu não enjoo da minha cara.


VR - A característica mais marcante da banda é a sonoridade. Como vocês definem o som da Mafú?


W - Acho que é a soma das experiências e do que ouvimos. O Alê (baixo) tem o lance mais Black 70 e do Rock Nacional. O Tico (guitarra), a cadência do samba e a improvisação do jazz. A Thais (voz), o estilo das grandes cantoras Soul e as sonoridades mais modernas. E eu cresci curtindo grandes vocalistas (Mike Patton, Michael Stipe, Michael Hutchence, Chico Sciense...) e mais tarde me encontrei com a riqueza da música negra brasileira tanto no rap, quanto no samba. Enfim, acho que quem tá de fora talvez consiga definir melhor.


VR - Quem te vê andando pelas ruas imagina um cara muito calmo, pacato. Mas, no palco você muda completamente e levanta a galera. É a música que te transforma?


W - Haha! Acho que você já respondeu a pergunta. É bem isso mesmo, uma verdadeira terapia. Em cima do palco os problemas não sobem, posso ser quem eu quiser, me sinto mais próximo das pessoas. Levo diversão e recebo em troca sempre coisas muito positivas, é muito bom.




VR - No final dos anos 90, Uberlândia possuía várias bandas de Rock n' Roll: Vovó Poltergeist, Reverendo Jones, Capitão Caverna, B.O, Madame Butterfly (que você participou) entre outras. Onde se enfiou essa galera? Já se foi mais de uma década, como você avalia o cenário atual da música em Uberlândia?


W - Parte dos músicos das bandas que citou ainda continuam trabalhando com música, outros seguiram outros rumos. O cenário musical dessa época era totalmente diferente, as rádios tocavam Metallica, Smashing Pumpkings, Oasis, Raimundos... Não há como negar que nos meados dos anos 90 o Rock era muito mais aceito. Não tinha a febre dos Dj's e tampouco essa alienação pelo Pop Sertanejo que estamos vendo. Atualmente muitas bandas novas estão surgindo na região e começam a surgir novos espaços, mas infelizmente vejo mais promoters e casas noturnas se tornando mais importantes que os próprios músicos, que na prática é quem realmente faz a festa, e isso é algo que precisa ser revisto.


VR - Para sobreviver neste mercado o que as bandas devem fazer?


W - Não existe uma fórmula mágica ou uma regra a ser seguida, o conselho que dou é para que as bandas façam o seu próprio "network", comecem chamando os amigos que vão chamar outros amigos, e assim formar uma galera fiel, que se identifique com seu trabalho, e mantenham sempre um contato próximo usando as ferramentas que for preciso para divulgar o trabalho, seja pela internet ou no chamado "teti a teti". Porque apesar de toda a pressão "mercadológica", no fim quem manda ainda é o público que consome música em casa, no carro ou na balada. 


VR - Quais são os seus objetivos com a Mafú? Já pensou em carreira solo?


W -Estamos nos preparando para a gravação de um DVD com trabalho autoral e também uma parte dedicada às nossas versões de hits que fazem sucesso em nossos shows, acredito que com esse registro, "alçaremos vôos mais altos" pelo Brasil e por que não pelo o mundo afora. Trabalho solo? Acho que não tenho tanto tempo e nem tanto ego, mas atualmente preparo um projeto de música eletrônica com um produtor amigo meu, espero lançar essa empreitada ainda em 2012.


VR - Qual som você está ouvindo atualmente?


W - Ouço muita música negra brasileira, como: Tim Maia, Wilson Simonal, Black Rio, Jorge Ben Jor e algumas coisas de fora como Black Eyes Peas, Calvin Harris, Reggae, Dupstep...


VR - Quando vamos juntar umas garotas e ir fazer um lual regrado a muita cerveja?


W - É uma ótima ideia para um videoclipe hein, simbora!!


2 comentários:

  1. ain adoreei..
    Gostei de saber que vem DVD por aí.
    Ameeei

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  2. Oi Alyne. Valeu pela visita espero que tenha curtido o blog. A Mafú é demais, não é? ;)

    Beijoo

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