Quando o conheci era simplesmente Joca. Por um tempo, o chamávamos de Joquera Doideira. Hoje ele assina Jhoka Ribeiro e se transformou no baterista da principal banda de metal do Triângulo Mineiro: a Krow Metal Zone. E é ele quem participa do 9 PERGUNTAS PARA... de hoje!!!
A parada é Roots! o/
As influências da banda, que é formada por Guilherme Miranda (guitar e and vocal), Lucas The Carcass (guitar), Humberto Costa (bass) e claro o Jhoka, são Hardcore, Death e Trash Metal. Quem quiser conhecer mais sobre a Krow Metal Zone basta acessar a fan page. Para ouvir as músicas basta curtir a página e ir na app music, e caso queira comprar as músicas pode baixar no mesmo aplicativo. Os caras também tem uma loja no iTunes e a loja oficial entra no ar 1º de abril (não é mentira) e lá estará disponível para compra CD's, camisetas, patches e muito mais.
Quer saber como foi o papo com o cara mais gente boa do Rock? Basta ler a entrevista a seguir:
Vamos de Rock - Como é a aceitação do público com vocês, já que figuram em uma onda muito mais pesada do Rock?
Jhoka Ribeiro - Grande Tissa. Aquele que aTi(ss)a as menininhas. Haha! Que horrível. Cara, a aceitação é muito boa, principalmente da galera que já curte som pesado, desde os punks, hardcore, trasheiros, deaths, os blacks, o roqueiro doidão e tudo mais. Nosso som é basicamente Death/Trash Old School, mas parece que hoje não há mais tanta divisão nos estilos e gostos musicais, claro que cada um tem sua preferência, só que a galera meio que se misturou nas cenas e o mais interessante é que, com os festivais de músicas independente que rolaram nos últimos anos, conseguimos mostrar nosso trabalho para um público que nunca gostou ou que nunca tinha parado para ouvir metal extremo e acabamos agradando uma parte desse público também.
VR - Os vizinhos reclamam dos ensaios? Já tiveram problemas?
JR - Reclamaram várias vezes, desde os primeiros ensaios de molecada mesmo. Lá nos nossos 14 anos quando eu tocava bateria em casa, imagina: "meu vizinho me amava". Atualmente só irritamos o dono do estúdio quando o ensaio dura tempo demais (risos), mas problema mesmo, nunca tivemos não.
VR- Conta pra galera. Você compôs uma música sertaneja? E ela fez muito sucesso? Podemos chamar isso de beleza da contradição?
JR - Compus sim e não foi só uma não (risos). Mas, só uma fez sucesso mesmo. Agora, não diria contradição, é um trabalho como outro qualquer. Como eu já trabalhei e trabalho com outros estilos de música, acabou aparecendo a oportunidade e eu abracei. Se o Rock não me paga eu tenho que pagar meu Rock. Né, não?!?! Haha!!
VR - Para figurar em outra praça, ou seja, para compor uma música de estilo distinto, você deve ouvir outros sons. O que você escuta?
JR - Escuto bastante coisa. Curto pra caralho música latina e swing como The Atomic Fireballs, Big Bad Voodoo Daddy, Buena Vista Social Club, Clube do Balanço, essas coisas, inclusive, uso muito isso como influência para compor as bateras da Krow. Ouço bastante Samba das antigas, Blues, Folk, Reggae, Samba-Rock, alguma coisa de Pop e Jazz também, mas Rock em geral e principalmente Metal não faltam, se pegar minha lista de mp3, tenho 50/100 músicas de cada estilo, de Rock tenho umas mil e de Metal mais de 3 mil.
VR - Vamos falar da banda. O que a Krow vai realizar neste ano? Qual será o próximo passo?
JR - Acabamos de lançar o novo CD, Traces Of The Trade, e já começamos a nova turnê. O primeiro show foi quatro dias após o lançamento, tocamos com o Dimmu Borgir em Santiago, no Chile, e agora queremos divulgar o trabalho ao máximo. Estamos lançando uma loja virtual no começo de abril, finalmente iniciamos a divulgação e venda online, hoje temos distribuição das músicas no Facebook, iTunes, LastFM, Grooveshark, Sonora (Portal Terra), Uol, MegaStore, entre outras. Vamos fazer alguns shows no Brasil e no final de agosto, estamos indo para a Europa e vamos ficar por lá até novembro. Serão 90 dias de turnê. Puxado!
VR - A Krow já excursionou por alguns países da Europa anteriormente. Como foram os shows por lá?
JR - Foram sensacionais! Fomos em 2010 com o nosso primeiro álbum, Before The Ashes. Ficamos 60 dias por lá, tocamos em 10 países num total de 36 shows, foi trampo pesado, era um dia no palco outro na estrada, quando não eram dois, três ou quatro dias de shows seguidos. Viajamos muito tempo com outra banda que era da Bulgária, chamada Eufobia, depois outra da Romênia, ShadowSong, tocamos com muitas bandas fudidas como o Sinate, Sado Satanas, Sincarnate... fomos tocar num festival grande na Moldávia, tivemos que tirar vistos de trabalho e até os oficiais de fronteira perguntaram: "o que caralho vocês estão fazendo na Moldávia??" Hahaha! Conhecemos muita gente boa, o público era muito receptivo, teve um ou dois shows numa segunda-feira meio parada, mas no geral foi muito, muito foda!
JR - Só melodia. Nunca fiz letras para a Krow, os cabeças nas composições são o Guilherme e o Humberto. Temos também grandes parceiros que ajudam muito na pesquisa e nas composições, como o Christian Lima, Rafael Sapão, Raone, Marcinílio, Breno (Zebu) e outros.
VR- De onde surgiu essa história de Triângulo Satânico Mineiro? Haha! A galera assusta?
JR - Cara, nas andanças pelo Brasil. A gente viajou bastante com uma galera daqui sempre com outras bandas e um pessoal que só ia fazer bagunça e encher a cara, quando a gente chegava nos lugares (Goiânia, Brasília, Fortaleza, etc), geralmente um dia antes de tocar, já tava mais ou menos todo mundo bébaço (risos), e durante o evento a galera quebrava o pau. Aí começaram a falar do povo do Triângulo Mineiro, no meio de alguma viagem dessa alguém da nossa van gritou: "nóis é lá do Triângulo Satânico Mineiro" (risos). E esse troço pegou, virou logomarca, virou camiseta, ganhou versões. Pra mim a mais legal é "Minas Gerais é Satanás". Hahaha!! Tem uma galera que assusta, principalmente quem não é do Rock, acham que somos todos satanistas. Haha! É muito engraçado ir no supermercado de manhã com uma camiseta do TSM, tem gente que passa do lado fazendo o sinal da cruz. Hahaha! Mas, os roqueiros e metaleiros adoram.
VR - A Krow vai fazer uma versão da música sertaneja que você compôs?
JR - Claro, que não!!! Haha!
A parada é Roots! o/


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